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Título: Adesão de médicos de medicina familiar à terapia baseada em plantas medicinais, numa amostra da Grande Lisboa: uma primeira pesquisa
Adherence of family medicine physicians to therapy based on medicinal plants in a Greater Lisbon sample: a first survey
Autores: Oliveira, Alda PS
Geraldes, Marta
Díaz-Lanza, Ana
Kovacs, Ilona
Costa, Maria do Céu
Palavras-chave: MEDICINA
CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
MEDICAMENTOS
PLANTAS MEDICINAIS
FITOTERAPIA
MEDICINA FAMILIAR
EDUCAÇÃO MÉDICA
MÉDICOS
MEDICINE
PHARMACEUTICAL SCIENCES
DRUGS
MEDICINAL PLANTS
PHYTOTHERAPY
FAMILY MEDICINE
MEDICAL EDUCATION
PHYSICIANS
Editora: Edições Universitárias Lusófonas
Resumo: O objetivo deste trabalho foi o de averiguar a adesão de médicos de Medicina Familiar à terapia com plantas medicinais e os constrangimentos subjacentes à aceitação do seu valor terapêutico e sua utilização na prática clínica. Foi realizado um estudo exploratório observacional-transversal, através da aplicação de questionário a médicos do Sistema Nacional de Saúde, na Grande Lisboa. Obtiveram-se um total de 80 questionários válidos. As idades foram compreendidas dos 29 aos 64 anos (M±DP: 51,85 ± 9,95), 71,4% do género feminino, 52,6% com mais de 30 anos de prática clinica. Constatou-se desconhecimento geral sobre a legislação de fitoterapia. Verificou-se que da amostra de médicos inquiridos, 33,8% nunca e 28,85% poucas vezes, recomendou / prescreveu qualquer tipo de terapia à base de plantas. Do mesmo modo na utilização própria (61,25% referiu que nunca e 21,08% poucas vezes utilizou medicamentos à base de plantas para si próprio e, quando o fez, fê-lo por automedicação). Há uma adesão fraca à utilização de terapia baseada em plantas medicinais pelos médicos. A esta fraca utilização está subjacente não tanto a rejeição desta abordagem terapêutica, mas sobretudo, a carência de formação tanto sobre medicamentos à base de plantas medicinais como sobre aspetos legislativos. A necessidade de informação é revelada pelos médicos. A educação em fitoterapia pode prevenir a utilização inapropriada e riscos ligados a interações medicamentosas, ao mesmo tempo considerando as preferências percebidas do utente e favorecendo uma saudável relação clínica.
The aim of this study was to verify the adherence of general practitioners to the therapy with medicinal plants, and the constraint underlying the acceptance of their therapeutic value and use in clinical practice. An observational-transversal exploratory study was carried out through the application of a questionnaire to physicians of the National Health System in the Greater Lisbon area. A total of 80 valid questionnaires were obtained. The doctors’ ages ranged from 29 to 64 years (51.85 ± 9.95), 71.4% of whom were female, and 52.6% with more than 30 years of clinical practice. There was a general lack of knowledge regarding phytotherapy legislation. Of the sample of physicians interviewed, it was verified that 33.8% never and 28.85% only a few times recommended/prescribed any type of herbal therapy. Concerning their own use, 61.25% indicated that they never, and 21.08% rarely, used herbal medicines, primarily as self-medication. There is a poor adherence on the use of herbal medicines or medicinal plants by physicians. This underuse may underlie the lack of training on both herbal medicinal products and legislative aspects more than rejection of this therapeutic approach. Education in phytotherapy can prevent misuse and reduce risks linked to herbal-drug interactions, dealing with patient´s preference in behalf of a healthy physician-patient interaction.
Descrição: Biomedical and biopharmaceutical research : jornal de investigação biomédica e biofarmacêutica
URI: http://hdl.handle.net/10437/9986
ISSN: 2182-2379
Aparece nas colecções:Biomedical and Biopharmaceutical Research Vol.14 n.º1 (2017)

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