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Título: Utilização de antibióticos numa amostra da população de Lisboa
Survey on the antibiotic use in Lisbon population sample
Autores: Monteiro, Carla
Fontes, Ana
Matos, Rita
Rodrigues, Ana Isabel
Pereira, Paulo
Costa, Maria do Céu
Palavras-chave: MEDICINA
ANTIBIÓTICOS
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
MEDICATION ADMINISTRATION
MEDICINE
ANTIBIOTICS
ESTUDOS DE CASO
CASE STUDIES
LISBOA
LISBON
Editora: Edições Universitárias Lusófonas
Resumo: O objectivo do presente estudo foi o de avaliar o nível de conhecimentos sobre a utilização correcta de antibióticos por parte de uma amostra da população de Lisboa, e quais as variáveis que influenciam a sua utilização. Estudo transversal, de base populacional, de 500 indivíduos (424 respostas válidas) com idade igual ou superior a 18 anos, na região de Lisboa, entrevistados sobre a utilização de antibióticos. A frequência de utilização de antibiótico para tratar uma infecção foi de 94,3% contra 4,7% da amostra de respondentes que nunca recorreu à utilização de antibiótico para curar uma infecção, salientando-se que 10,1% dos indivíduos referiram a utilização de Clamoxil. Inquiridos sobre a prescrição do antibiótico, 88,0% dos indivíduos responderam que quem aconselhou a tomar foi o médico de família, tendo 85,8% dos indivíduos feito o tratamento durante o tempo indicado. De todos os respondentes, 81,4% tomaram o medicamento no horário correcto. Dos inquéritos válidos, 69,3% dos indivíduos revelaram já terem praticado auto-medicação independentemente de a mesma ter sido praticada uma ou mais vezes ou recentemente ou mesmo no passado, contra 29,2% que nunca praticou. Pode concluir-se que a maioria da amostra da população de Lisboa estudada possuía conhecimentos teóricos correctos sobre a utilização adequada de antibióticos, em contradição com a atitude de 69,3% dos mesmos inquiridos que revelaram ter já feito auto-medicação. Os valores percentuais observados relativamente ao desvio do padrão de conhecimentos correctos, reflectem a necessidade de se implementar programas específicos de intervenção educacional sobre a utilização racional de antibióticos para grupos de risco.
The objective of the present study is to evaluate the level of knowledge involving the correct use of antibiotics in a Lisbon population sample from different social groups and to identify the related determinant variables. This is a transversal study base in a 500 individuals population 18 years old or older from the Lisboa region . They were all interviewed about antibiotic use. The frequency of antibiotic use to cure an infection is 94.3% against 4.7% referred to those who had never appealed to antibiotics. A set of 10.1% refered to use Clamoxyl. 88.0% of the valid sample reported they have been advised by a family doctor to use antibiotics, and 85.8% of the responders completed the treatment in the indicated period of time. Also, 81.4% fully followed the medicine's indicated administration timing. However, 69.3% reported self-medication habits, against 29.2%. This preliminary survey allowed us to conclude that a basic knowledge about the correct use of antibiotics exists, although 69.3% of the respondents revealed contradicatory attitudes since that they had already consumed self-medicated antibiotics . Percentage results and standard deviations regarding the adequate knowledge, reflect the need to implement specific interventional education programs about the rational use of antibiotics for risk groups.
Descrição: Revista Lusófona de Ciências e Tecnologias da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10437/2245
ISSN: 1646-3854
Aparece nas colecções:Revista Lusófona de Ciências e Tecnologias da Saúde, Ano 7, nº1 (2010)

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