Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10437/12730
Título: A pandemia de COVID-19 : o impacto do teletrabalho no trabalhador, na organização e no ambiente
Autores: Carvalho, Edite Maria Pereira
Orientadores: Diogo, Ana Paula Louro, orient.
Palavras-chave: MESTRADO EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
COVID-19
TELETRABALHO
IMPACTO AMBIENTAL
HUMAN RESOURCES MANAGEMENT
COVID-19
TELEWORK
ENVIRONMENTAL IMPACT
Resumo: Um contexto de Pandemia marcado por um conjunto de medidas sanitárias e de saúde, desde março 2020, através das quais se procura, desde aí, erradicar o vírus SARS-COV-2, levou a que a generalidade das organizações, como agentes integrantes, com exceção dos serviços essenciais, adotassem comportamentos diferentes dos até aí, por força do cumprimento dessas medidas. Um dos grandes motivos que teve influência determinante nesta mudança de comportamento coletivo foi o confinamento resultante da consequência da aplicação das referidas medidas governamentais. O fecho de estabelecimentos comerciais e empresas levou, por consequência, à mudança do tipo de trabalho, e os que tinham condições técnicas para isso passaram a adotar o teletrabalho como nunca antes fora experimentado. Entende-se que nunca houve motivo maior para estudar e analisar a influência da adoção do teletrabalho no indivíduo, na organização e no ambiente como agora, no ano de 2021. Assim, neste contexto, foi desenvolvido um estudo que consistiu em entrevistar 13 pessoas que estiveram e continuam em teletrabalho, com vista a compreender a sua sensibilidade face à experiência já adquirida nesta nova situação laboral. Construiu-se um guião de entrevista que pretendeu abordar questões como o sentir o teletrabalho no geral, as consequências psicológicas e sociológicas, a relação da vida pessoal com a vida profissional, o impacto na organização no geral e ainda o impacto no ambiente. Na primeira dimensão, muito há a aprender do que estamos a vivenciar. No impacto psicológico e sociológico, são predominantes as respostas que traduzem um sentimento de isolamento, a sensação de trabalhar mais horas, o sedentarismo, a insegurança e a resistência cultural de que o trabalho só se faz sob a vista do patrão e stress associado a alguma irritação. Demonstraram, também, algumas preocupações com questões legais e, ainda, relacionadas com a ergonomia do posto de trabalho em casa. Já na relação vida pessoal/profissional, uns consideram que este tipo de trabalho permite uma melhor articulação, uma vez que se poupa tempo nas deslocações, no entanto, outros consideram existir alguma intromissão entre ambas as situações, argumentando, inclusivamente, que o espaço de casa ficou descaraterizado. Sobra a organização em geral, é notória a perceção de haver uma redução de custos e o aperfeiçoamento no uso das novas tecnologias. No ambiente, a diminuição das deslocações e a possibilidade de poder fazer o trabalho em qualquer local, trazem baixos consumos a vários níveis com consequências menos poluentes para o meio. Esta pode ser uma oportunidade para reorganizar e racionalizar espaços físicos e métodos nas empresas, abrindo caminhos para melhorias na produtividade, na qualidade de vida dos seus trabalhadores e, por consequência, tornar as cidades ambientalmente mais organizadas e saudáveis.
A Pandemic context marked by a strict set of public health regulations issued by government, since March 2020, as a response to eradicate the SARS-COV-2 virus, has led most organizations, as community operators, except for essential services, to adopt behaviors which are distinct from those hitherto adopted, due to compliance with those regulations. One of the main reasons which had a decisive influence on this change in group behavior was the lockdown resulting from the implementation of the regulations. The closing of retail stores and companies led, consequently, to a change on the type of work performed and those who had the technical skills to do it, started adopting telework at an extent never experienced before. It is clear that until now, in the year 2021, there has never been such a great reason to study and analyze the influence of the adoption of telework on individuals, organizations, society, and environment. Thus, in this context, a study was developed consisting in interviewing 13 people who had been and still are teleworking, in order to understand their sensitivity towards the experience already acquired in this new work situation. An interview guide was created, which intended to address issues such as how to feel telework in general, the psychological and sociological consequences, the relationship between personal and professional life, the impact on the organization in general and the impact on the environment. In the first dimension there is a lot to learn from what we are experiencing. Regarding the psychological and sociological impact, the predominant responses reflect a feeling of isolation, of working more hours, a more sedentary lifestyle, an insecurity, a cultural prejudice meaning that work is only done under the eyes of the "boss" and stress associated to some irritation. They also expressed some concerns with legal issues and the ergonomics of the workplace at home. As for the relationship between personal and professional life, some consider this type of work allows a better articulation, as it saves travel time; however, others consider that there is some interference between them, considering even that the space at home became uncharacterized. In the organizations, in general, there is a remarkable perception of costs saving and an improvement in the use of new technologies. In environmental terms, the decrease of travel time and the possibility of being able to work anywhere, reduces energy consumptions at different levels with less polluting consequences. This may be an opportunity to reorganize and rationalize physical spaces and methods in companies, leading to improvements in productivity, quality of life for their employees and, as a result, make cities more organized and environmentally healthier.
Descrição: Orientação: Ana Diogo
URI: http://hdl.handle.net/10437/12730
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Mestrado em Gestão de Recursos Humanos

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