Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10437/10216
Título: Memórias rebeldes : a invenção clássica e sua transfiguração em processos sociomuseais decoloniais e ecossistêmicos
Autores: Rangel, Vânia Maria Andrade Brayner
Orientadores: Primo, Judite Santos, orient.
Palavras-chave: DOUTORAMENTO EM MUSEOLOGIA
MUSEOLOGIA
SOCIOMUSEOLOGIA
CULTURA
MEMÓRIA
HISTÓRIA
SOCIOLOGIA DA CULTURA
ANTROPOLOGIA COLONIAL
ANTROPOLOGIA CULTURAL
MUSEOLOGY
SOCIOMUSEOLOGY
CULTURE
MEMORY
HISTORY
SOCIOLOGY OF CULTURE
ANTHROPOLOGY OF COLONIALISM
CULTURAL ANTHROPOLOGY
Resumo: Só após mais de 70 anos do movimento antropofágico, podemos dizer que a invenção e a surpresa lançaram-se contra as ‹‹elites vegetais›› na museologia brasileira. Uma museologia que, mesmo empanturrada de cópias, deglute as musas da invenção clássica e regurgita originalidades museais nativas — nas favelas, nos terreiros e quilombos, aldeias indígenas, comunidades e espaços virtuais —, todos os lugares onde o museu, enquanto movimento e abertura para a vida, espraia-se no chão fértil de memórias oprimidas. Conscientes dessa opressão, rebelam-se e já não aceitam a ‹‹leitura do mundo›› a partir de um único relato do passado, contado pelos vencedores da história. Organizam-se na resistência contra um presente inelutável e um futuro já dado, único e inexorável. Debater a sociomuseologia brasileira sob a perspectiva decolonial e ecossistêmica desafia este trabalho. Para isto, promove o encontro entre o filósofo Paulo Freire, a museóloga Waldisa Rússio, o antropólogo Tim Ingold e aqueles que pensam e fazem o Quilombo Nação Xambá e o Ponto de Cultura Espaço Livre do Coque, em Pernambuco; o Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon e o Matamba Tombenci Neto, na Bahia; entre outras experiências, resultantes do conquistado exercício da possibilidade museal
Only after more than 70 years of the anthropophagic movement, can we say that the invention and the surprise were launched against the "vegetable elites" in Brazilian museology. A museology that, even force-fed with copies, swallows the muses of classical invention and regurgitates native museum originalities — in the favelas, in the Afro-Brazilian “terreiros” and “quilombos”, indigenous villages, communities and virtual spaces — in all places where the museum, as a movement and an opening to life, spreads itself on the fertile ground of oppressed memories. Aware of this oppression, they rebel and no longer accept the "reading of the world" from a single story of the past, told by the winners of History. They organize themselves in resistance against an ineluctable present and an already given, unique and inexorable future. Debating Brazilian museology from another perspective — in a decolonial and ecosystemic vision — is the challenge of this work. For that, it promotes a meeting between the philosopher Paulo Freire, the museologist Waldisa Rússio, the anthropologist Tim Ingold and those who think and make the Quilombo Cultural Nação Xambá and Ponto de Cultura Espaço Livre do Coque; the Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon and Matamba Tombenci Neto, in Bahia; among other experiences, resulting from the conquered exercise of museal possibility.
Descrição: Orientação: Judite Santos Primo
URI: http://hdl.handle.net/10437/10216
Aparece nas colecções:Biblioteca - Teses de Doutoramento
Doutoramento em Museologia

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